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22 de Outubro de 2017

Terrorismo comunista explode soldado sentinela

Ernesto Caruso
Publicado por Ernesto Caruso
há 4 meses

Terrorismo comunista explode soldado sentinela

Ernesto Caruso

A ideologia e o fanatismo cegam o ser humano. Foi o que aconteceu em 26 de junho de 1968 no corpo da guarda do QG do II Exército, São Paulo/SP, hoje Comando Militar do Sudeste. Os dias eram assim. Guerrilha urbana e rural pontuando a luta armada no mundo. A mesma prática odienta, com objetivos diversos, que atormenta a Europa nos dias atuais.

Não foi diferente naquela ocorrência, pois que em 1966 houvera o atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes em Recife, onde por sorte, pouco antes da explosão, trezentas pessoas aguardavam a chegada do marechal Costa e Silva, mas alertados de que por pane no avião o deslocamento seria por via terrestre, se retiraram. Mesmo assim, houve mortos e feridos.

A reforçar o argumento, as palavras de dois partícipes da luta armada, Fernando Gabeira e Eduardo Jorge, que desmentem os objetivos de que lutavam para restabelecer a democracia, vide "museuvitimasdoscomunistas. Com. Br - depoimentos." Ambos declaram que lutavam para implantar uma ditadura comunista no Brasil.

A Vanguarda Popular Revolucionária, que se dedicou prioritariamente às atividades militaristas e que teve como integrante o desertor, ex-capitão do Exército Carlos Lamarca, executou um ataque com carro-bomba contra uma organização do mesmo Exército que o acolheu, ainda jovem, filho de sapateiro, morador do morro São Carlos na cidade do Rio de Janeiro até os 17 anos. Exército multifacetado social e etnicamente e, raiz da nacionalidade.

Enquanto no outro lado do mundo, as estátuas de Lênin, Stalin — senhores do comunismo — são derrubadas, no Brasil, figuras como a do Lamarca são reverenciadas: Praça Capitão Lamarca, Ipupiara, BA, inaugurada em 2007, com monumento e feriado municipal no dia da sua morte.

A irracionalidade do ato redundou na morte do soldado Mário Kozel Filho, 19 anos, que estava de sentinela no portão da guarda e, ferimento em outros militares. No carro, 50 toneladas de dinamite que produziram danos no raio de 300 metros, um corpo destroçado, desolação e dor.

No jornal O Estado de S. Paulo as manchetes reportam àqueles momentos de tristeza: “Cinco mil levam Mário ao túmulo”, “Muitos chegam cedo”, “Exemplo glorifica Exército”, “Inimigo ataca à traição”. Nas fotos: “O caixão, coberto pela Bandeira Nacional, é conduzido pelas alamedas até o túmulo”.

Na mesma publicação, narrativas que emocionam:

- “Ao apresentar a solidariedade da sua paróquia às autoridades do II Exército, o padre Francisco Amaral, vigário da Casa Verde, e o padre Eliseu Murari, que foi capelão na Revolução de 1932, declararam que “a morte do soldado é uma séria advertência à Nação”, associando-a à intentona comunista de 1935.”

- “Cardeal solidário: O cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Agnelo Rossi, acompanhado de grande número de assessores, chegou ao local do velório às 9 e 50. “Venho apresentar a solidariedade da Igreja ao Exército e lamentar a perda de uma vida por esse condenável ato de terrorismo anticristão”, — disse o cardeal.”

- “O toque de silêncio — dado por um corneteiro que chorava — encerrou ontem a homenagem dos cinco mil militares e civis que foram levar o corpo de 3º sargento Mário Kozel Filho ao cemitério do Araçá. No cortejo que saiu da 2ª Divisão de Infantaria, no Ibirapuera, havia mais civis que militares, havia muita gente chorando, mesmo ao longo das ruas por onde, sobre um carro de assalto M-8, coberto com a Bandeira Nacional, seguiu o caixão do soldado assassinado.”

Os dias eram assim. Terrorismo indiscriminado, anticristão como mencionou D. Agnelo Rossi.

Recordar o passado com os episódios dissonantes, sentir os dissabores do presente nos atos de vandalismo e morte como do cinegrafista Santiago Andrade, com afundamento do crânio, vítima de rojão em protesto no Rio de Janeiro, há que se reprovar as incitações por parte de líderes de grupos/partidos, como no mais recente pronunciamento da deputada Benedita da Silva em seminário do PT, ao usar a expressão “sem derramamento de sangue não há redenção... Vamos à luta com qualquer que seja nossa arma”, como ela diz, está escrito na sua Bíblia.

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